Crédito e FGTS

CET

CET é o custo total de um empréstimo incluindo juros, taxas e impostos. Entenda como calcular e por que ele é mais importante que a taxa de juros.

CET (Custo Efetivo Total) — Indicador que reúne todos os encargos de uma operação de crédito: juros, IOF, tarifas bancárias, seguros e outras despesas. É o valor real que você vai pagar pelo empréstimo. Por norma do Banco Central (Resolução CMN nº 4.881/2020), toda instituição financeira deve informar o CET previamente à contratação, em taxa percentual anual, com demonstrativo em reais dos fluxos e do somatório das parcelas.

Explicação detalhada

Muitas pessoas olham apenas a taxa de juros mensal, mas ela é nominal: deixa de fora tarifas, seguros e IOF, e não traduz o efeito dos juros compostos no custo anual. A taxa efetiva e o CET incorporam esses encargos — por exemplo, 2% ao mês nominal equivalem a cerca de 26,8% ao ano em juros compostos, antes de qualquer tarifa. Isso permite comparar ofertas justas de crédito: quanto menor o CET, mais barata é a operação. Para comparar uma proposta com outra, use o CET de cada uma (em % ao ano) e o total pago em reais; para crédito consignado, o CET costuma ser mais baixo que o de crédito pessoal por ter menos encargos. Na proposta, o CET vem acompanhado do valor total a pagar, do valor de cada parcela e do prazo — confira esses três números antes de assinar.

Exemplo prático

Ana contratou R$ 5.000 em 12 parcelas. Com taxa de juros de 2% ao mês (Price), a parcela sai R$ 472,80 e o total pago é R$ 5.673,58. Considerando o CET de 3,1% ao mês — que inclui tarifas e demais encargos —, a parcela sobe para R$ 505,31 e o total para R$ 6.063,76: R$ 390,19 a mais que só com juros. Nesse exemplo o CET foi calculado em base mensal; convertido para a base anual, 3,1% ao mês equivalem a cerca de 44,2% ao ano em capitalização composta — a forma como o CET costuma ser divulgado nas propostas. É por isso que a taxa negociada sozinha não conta a história inteira.