Crédito e FGTS

Consolidação de Dívidas

Entenda o que é a consolidação de dívidas, como funciona, vantagens, quando usar e exemplo prático para sair do endividamento.

Consolidação de Dívidas é o processo de reunir diversas dívidas em uma única, com um novo contrato de pagamento — que pode ter prazo maior, parcela mais acessível e, dependendo das condições, custo total menor. Serve a quem quer simplificar o controle: uma instituição, um contrato e uma data de vencimento no lugar de vários boletos.

Como funciona

O novo empréstimo quita as dívidas anteriores: a instituição repassa o valor necessário, o consumidor passa a dever apenas a ela e as dívidas antigas são encerradas. A operação pode ser feita com empréstimo pessoal, crédito consignado (para aposentados e pensionistas do INSS) ou empréstimo com garantia de imóvel, conforme o valor total e a capacidade de pagamento.

Como saber se vale a pena: compare o custo total em reais de cada alternativa — some os valores efetivamente desembolsados (parcela × quantidade de parcelas) e considere prazos, saldos devedores quitados e encargos. Não some os percentuais de CET das dívidas antigas: o CET é uma taxa própria de cada operação, calculada sobre o fluxo daquela operação — somá-los não gera um custo comparável. Use o CET de cada oferta para comparar propostas entre si, e os totais em reais para medir a economia.

Após a consolidação, evitar contrair novas dívidas é o que mantém a estratégia eficaz no longo prazo.

Vantagens e riscos

Vantagens: simplificação do pagamento (uma única parcela), controle financeiro mais fácil, possibilidade de reduzir o custo total se as condições forem melhores, evita o protesto de cheques e títulos e pode melhorar o score ao regularizar pendências. Riscos: prazo mais longo pode elevar o total pago mesmo com parcela menor, a renda pode não cobrir a nova parcela, há risco de contrair novas dívidas durante o processo e a consolidação pode não compensar se as dívidas antigas já estiverem com descontos de negociação.